Mercado de trabalho para Vitrinista

Com a abertura de mais de 3.000 lojas em 21 novos shopping centers no Brasil até a primeira semana de dezembro –estimativa da Associação Co...

Com a abertura de mais de 3.000 lojas em 21 novos shopping centers no Brasil até a primeira semana de dezembro –estimativa da Associação Comercial de São Paulo–, o mercado de produção de vitrines promete ficar aquecido nos próximos meses, segundo especialistas.
Empresários do setor projetam um aumento de 20% nos pedidos de orçamento com a inauguração dessas lojas.
Com investimento a partir de R$ 5.000 é possível começar um negócio na área, de acordo com vitrinistas. Por mês, algumas empresas do setor conseguem faturar até R$ 80 mil.
Normalmente, a remuneração desses profissionais é feita por trabalho. Por uma vitrine simples, montada para o Dia das Mães, por exemplo, ele pode cobrar R$ 2.000. Já para um projeto maior, que envolve uma rede de 60 lojas, por exemplo, o serviço pode sair por R$ 90 mil.

Decoração de vitrine é herança de família

Desde pequena, Camila Richter, 36, acompanha o trabalho de vitrinista dos pais, Artur, 68, e Lídia, 69. O casal atuou no mercado durante 40 anos e até hoje opina nas produções da filha.
"Naquela época, o chão da casa tinha pedaços de papel e eu me divertia muito. Foi daí que começou o meu gosto pela profissão", diz.
Segundo a empresária, após se formar em Direito, demorou apenas um ano para decidir seguir a carreira do pais. "Montar vitrine está no sangue da família e abandonei a profissão escolhida na época de estudante ", afirma.
Há seis anos, Richter investiu R$ 5.000 para abrir o Studio VM. Hoje, a empresa mantém um faturamento mensal de até R$ 80 mil. Desse total, 20% (R$ 16 mil) é o lucro.
A empresária afirma que seus orçamentos variam de R$ 2.000 (loja simples) a R$ 90 mil (rede de 60 lojas).

Trabalho em rede varejista inspirou sócios

O empresário Fernando Bervian, 34, ingressou na carreira depois de produzir a vitrine para uma rede de moda masculina e de surfe de Santa Maria (RS).
O resultado o levou a fazer cursos de visual merchandising na Alemanha, em 1991, e na Espanha, em 1992. De volta ao Brasil, trabalhou em diversas lojas e, em 2001, junto com o amigo Gelson Schmidt, 46, decidiu abrir o negócio com o nome de Schaufenster (vitrine em alemão), em Salvador (BA).
Em 2006, com o nome de Núcleo Vitrine, a empresa foi transferida para São Paulo.
Atualmente, a companhia atende clientes da capital paulista, Rio de Janeiro e Salvador. Os empresários afirmam que investiram R$ 5.000 para começar o negócio e aceitam pedidos de produção a partir de R$ 2.000. O faturamento e o lucro não foram divulgados.
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Veja a Kombi que é vitrine da empresa olook6 fotos

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A kombi com mostruário da loja virtual olook circula pelas ruas das zonas oeste e sul da cidade de São Paulo (SP) desde janeiro de 2013; no carro, mulheres podem conhecer e provar as roupas e acessórios femininos; os produtos não são ventidos na rua, mas as clientes podem efetuar a compra por meio de dois tablets disponíveis no veículo Leia mais Divulgação

Designer abriu negócio após atuar em várias companhias

Formada em design pela PUC do Rio de Janeiro, em 2002, Marina Ribas, 35, diz que não esperou o final do curso para entrar no mercado.
Até abrir seu negócio, ela trabalhou em grandes redes de varejo, o que permitiu, segundo ela, conhecer as áreas de moda e marketing.
Nesse período, Ribas afirma que teve bastante contato com comerciantes, consumidores e fornecedores. "Tive a oportunidade de conhecer toda a cadeia do vitrinismo. Foi um aprendizado importante para tocar a minha carreira ", afirmou ela.
Em junho deste ano, ela abriu a Marina Ribas Design. Para iniciar o negócio, investiu R$ 15 mil. Atualmente, ela fatura R$ 40 mil por mês. Desse total, 20% (R$ 8.000) é lucro. Ela afirma que cobra a partir de R$ 2.000 pelos projetos.

Lojista quer criatividade e preço justo

De acordo com Nelson Felipe Kheirallah, vice-presidente da ACSP, o comércio varejista está procurando empresas especializadas em vitrines que tenham criatividade e preço justo.
"O lojista percebeu que precisa profissionalizar a produção da vitrine, mas não quer pagar exageros pelo serviço. Por isso, os empresários estão atrás de fornecedores que ofereçam uma produção de qualidade, mas que não cobrem caro pelo trabalho."
Ter noção de marketing, estratégia de venda e saber explorar ao máximo as novidades, segundo a consultora Dayse Maciel, são as principais dicas para quem pretende entrar no mercado de vitrines.
"Como o mercado é muito dinâmico, um profissional antenado, que está por dentro de todas as tendências de moda, por exemplo, tem mais chance de sucesso".

Cliente exige bom portfólio e fecha contrato em cima da hora

De acordo com Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), como o comércio varejista está em expansão, os lojistas estão mais exigentes.
"Não ter um portfólio com bons trabalhos, por exemplo, dificulta o fechamento de um negócio", diz.
Segundo especialistas, é comum o lojista decidir mudar sua vitrine às vésperas de uma data especial e, para não perder o cliente, o profissional acaba fechando o negócio na hora. "É preciso ter planejamento para a correria não prejudicar o resultado do projeto e queimar a empresa para o mercado", diz.

Onde encontrar

Marina Ribas Designmarinaribas@gmail.com
Núcleo Vitrine: Rua Coronel Adriano Machado, 140, Vila Cruzeiro, São Paulo (SP) Fone: (11) 2307-7060
www.nucleovitrine.com.br
Studio VM – Fone (11) 5531-1585
www.studiovm.com.br

Fonte: Uol Economia

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